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Atlântico na Taça do Mundo de Riga PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Domingo, 18 Novembro 2018 19:19

Foram 4 os atiradores do Atlântico a participar este fim-de-semana na Taça do Mundo de Riga, prova pontuável para o Ranking Mundial de Espada Júnior.

20181116 173305Com 233 atiradores inscritos, Filipe Frazão e Tiago Bolaños conquistaram 2 pontos para o Ranking Mundial, terminando em 50º e 55º respectivamente, enquanto Tomás Sernadas finalizava em 151º e Miguel Frazão 156º.

Numa prova extremamente competitiva onde apenas 3 vitórias na fase de poules garante aos atiradores a passagem ao quadro de eliminação direta, foi muito consistente o desempenho do nosso quarteto, com Filipe Frazão e Bolaños a concluírem com 4 vitórias e 2 derrotas, enquanto Sernadas e Miguel Frazão conquistavam também presença na fase seguinte com 3 vitórias e 3 derrotas.

Mas os dias de competição são feitos de histórias e é com elas que cada um cresce mais um pouco e, a história da fase de poules, não foi igual para todos.

Filipe entrou muito bem e venceu os seus primeiros 3 assaltos com grande segurança. Perdeu contra os mais cotados do grupo, o americano medalha de prata no Mundial de Cadetes de 2017 e o alemão, vice-campeão Europeu de Cadetes de 2018, sendo que, contra este último, o jogo ficou decidido nos instantes finais por apenas 1 toque de diferença.

Bolaños fez uma poule como há muito esperávamos. Boas decisões, quer a construir as oportunidades, quer a finaliza-las, e foi resolvendo com mestria os adversários que lhe apareciam pela frente. Teve apenas alguns momentos de hesitação quando vencia por 3/1, quer o Sueco, quer o Britânico, o que permitiu o empate e a decisão no toque da prioridade. Apesar de ter sempre plano para este momento do jogo, os seus opositores forma mais felizes e foram aí as únicas duas derrotas da poule.

Sernadas entrou muito forte e venceu, também ele, um medalhado do mundial, outro americano, por claros 5/1. Ao longo da poule foi oscilando entre uns momentos de muito bom nível e outros onde esteve um pouco mais inseguro e só no último assalto carimbou o acesso à fase seguinte com uma excelente vitótia sobre o Ucraniano Koshman por 5/4.

Para o mais jovem do grupo estavam reservados os maiores “apertos”. Miguel Frazão apresentou-se algo nervoso na fase de poules, o que não lhe é habitual, especialmente na pista internacional, e a sua esgrima ressentiu-se desse facto. Preparações menos claras, finalizações mais indecisas e aquelas duas horas contemplaram alguns apertos extra. Toda a maneira, também ao seu estilo, compensou as dificuldades com a sua determinação e com a sua objetividade, virando jogos que pareciam já sentenciados, como o foi o derradeiro encontro, frente ao Húngaro Ousman, onde, a 24 segundos do fim perdia por 2/4, num assalto que precisava de vencer para seguir em frente. Empatou a 3 segundos do fim e levou o assalto para a prioridade onde voltou a superiorizar-se vencendo 5/4.

Filipe e Bolaños, fruto do seu desempenho da poule conseguiam passar isentos no quadro 256 e o primeiro a entrar em prova nesta fase foi Sernadas.

Frente ao Russo Spirin, Sernadas não entrou bem e rapidamente o seu opositor tomou a liderança chegando a seis toques de vantagem 1/7. Reagiu bem nesta fase e com um parcial de 3/0, aproximou para 4/7, mas logo o Russo voltou a afastar-se não nos permitindo mais nenhum toque até aos 4/15 finais.

Miguel Frazão foi o segundo a entrar em pista, tendo pela frente o Bielorusso Mikhalkou. Após uma fase de equilíbrio inicial, o bielorrusso adiantou-se no marcador, mantendo uma vantagem de 2/3 toques. Miguel tudo fez para tentar encontrar a solução do jogo mas sempre que se aproximava no marcador logo o seu opositor voltava a distanciar-se, terminando o jogo 11/15.

Dava-se início ao quadro 128 e o primeiro a entrar em prova foi Bolaños, que teve pela frente o Suiço Weber e, se na poule Bolaños tinha estado irrepreensível, na eliminação direta não esteve diferente.

Seguro a trabalhar a partir da defesa, obrigou o seu opositor a forçar os ataques e, variando entre contra-ataque e ataques à mão ou ao pé, foi colocando o marcador numa vantagem que poucas vezes esteve inferior a 5 toques. 15/7 foi o resultado final que colocou Bolaños no quadro 64.

Para Filipe Frazão estava reservada a possibilidade de desforra frente ao Russo Shvalidze, vice-campeão da europa de cadetes no ano passado depois de afastar Filipe no quadro 16 desse campeonato, num jogo onde estivemos a vencer 14/13.

Filipe entrou muito determinado e assumiu a liderança até 5/3. Reagiu o Russo e virou para 5/7. Voltou Filipe ao comando e chegou novamente a 2 toques de vantagem 11/9, voltando o Russo a empatar 11/11. Filipe voltou a fugir e de repente estávamos, novamente, nos 14/13, como há uns meses atrás no europeu. Filipe sabia que uma alteração de posicionamento do russo no Europeu, encostando-se ao lado esquerdo, lhe tinha custado aquele assalto e, perante a mesma tentativa, sempre reagiu encostando-se também ele à direita. Mais do que técnica ou tática, a verdade é que, com a vontade com que partiu em flecha para o último ataque, era muito difícil que a luz a acender não fosse a sua e… assim foi. 15/13 e a passagem ao quadro 64.

Bolaños voltou a ser o primeiro a volta à pista e ganhou vantagem com um toque ao pé frente ao húngaro Banyai, mas pouco a pouco o magiar foi tomando conta do assalto e controlando o marcador, obrigando sempre Bolaños a ter que assumir o risco de atacar. No final o marcador registava 4/15, mas a diferença nos números era bem maior do que aquela vivida em pista, apesar da superioridade, neste jogo, do seu opositor.

Filipe Frazão tinha pela frente o Polaco Kolanczik e, apesar de iniciar com 1/0, o seu opositor colocou o assalto num plano muito físico ao qual não conseguimos, taticamente, fazer frente e a vantagem de 3 toques conquistada pelo polaco a meio do assalto nunca foi anulada e no final 9/15 ditavam, também para Filipe, o final da sua prova.

É verdade que resultado não era o mais importante neste embate em Riga, apesar de regressarmos a casa com 4 pontos no Ranking Mundial distribuídos por Frazão e Bolaños, mas o que queríamos era sentir como é que o grupo se batia neste patamar e enfrentava um outro poder atlético e de nível competitivo – quantitativo e qualitativo – e aí… missão completamente cumprida.

Estamos prontos para crescer dentro deste patamar. Hoje, voltámos com boas sensações, boas aprendizagens e um resultado bastante positivo. Outros dias voltaremos com mais “amargos de boca”, certamente. Mas o que continuamos a construir… um dia vai aparecer.

Regresso longo, com dormida no aeroporto e dois voos até casa mas… o bónus de chegarmos ao final da manhã e de podermos fazer o almoço de domingo em casa.

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